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FUTURO » Jornalismo nas Redes Sociais

Publicação: 01/05/2011 15:02

Se você se conecta regularmente à internet, provavelmente pertence a alguma rede social. E mesmo que você não use a rede mundial de computadores, com certeza tem amigos ou parentes que comentam todos os dias algo que ouviram falar no Orkut, Twitter ou Facebook. Com os jornalistas não é diferente. A novidade, no caso desses profissionais, é a possibilidade de descobrir informações novas ou conseguir entrevistas – uma investigação que, se fosse feita de outra maneira, ou demandaria muito mais tempo ou seria impossível.

O repórter Dyego Rodrigues, do caderno Urbano, conta que o Twitter e o Facebook são seus instrumentos diários de mapeamento da cidade. “Se falta água em São Luís, por exemplo, numa pesquisa rápida eu posso descobrir quais bairros tem água e quais não tem. Se falta energia, a mesma coisa. E ainda posso conseguir alguém para me dar entrevista. Tudo isso em poucos minutos, sem pegar o telefone e sem sair da redação. Se eu fosse rodar a cidade inteira perguntando, também teria a matéria, mas demoraria muito mais tempo”, explica Dyego.

Com um número infinito de fontes e de informações disponíveis, difícil é não ter idéias para novas matérias. O repórter Michel Sousa, do caderno SuperEsportes, que o diga. Foi graças ao site de relacionamentos Orkut que ele ficou sabendo que o Sampaio Corrêa contrataria um novo jogador. “Entrei na comunidade do time só por curiosidade e vi uma discussão acaloradíssima entre os torcedores. Comecei a perguntar e descobri que era por causa da contratação do Abuda. Consegui no Orkut todas as informações que precisava para fundamentar as perguntas que faria ao presidente do clube e confirmar oficialmente a informação”, conta Michel. A matéria saiu com destaque no caderno.

Às vezes, uma rápida pesquisa numa dessas redes pode enriquecer uma matéria que já estava quase pronta. Foi o caso da ex-repórter de O Imparcial Carolina Nahuz, em setembro de 2009. Na ocasião, ela fazia uma matéria especial sobre o início da primavera, mostrando as mudanças climáticas no estado e na cidade. “Digitei ‘primavera’ no buscador do Orkut, só para ver o que aparecia. Achei uma garota chamada Primavera, que morava em São Luís! Começamos a conversar e ela topou a entrevista”, relembra Carolina. Virou a “personagem da notícia”, e capa do caderno de cidades da edição dominical.

Presença garantida nas redes sociais
Buscando estar cada vez mais presente onde está o seu público, O Imparcial também tem perfis nas principais redes sociais da Internet - mais uma maneira de fazer jornalismo em tempo real. É só ver a página de O IMPARCIAL no Facebook para ter uma idéia do tamanho da repercussão . De todos os impressos do estado, o jornal dos Diários Associados é o que tem mais “amigos”: são 5002, e esse número só não é maior porque a própria rede social não permite adicionar mais gente. “Estamos vendo a possibilidade de criar um segundo perfil. Também estamos em contato com os programadores do Facebook na tentativa de flexibilizar esse limite”, adianta o editor-chefe de Pedro Henrique Freire.
Quem acompanha o perfil do jornal na rede social também tem acesso, em tempo real, às notícias que são postadas no portal e ao perfil @imparcialonline no Twitter.

No site que troca informações em 140 caracteres, o jornal tem mais de 1500 seguidores que, além de ler as notícias, podem compartilhá-las com os amigos e comentar sobre elas em tempo real.

No final do mês de abril, por exemplo, a alta no preço da gasolina e o preço do metro quadrado em São Luís, um dos mais caros do Nordeste, estavam entre as notícias de O IMPARCIAL mais comentadas pelos “twitteiros”, como são conhecidos os usuários do site. “O fato de termos tanta gente nos acompanhando na Internet e comentando em tempo real as notícias que publicamos é uma demonstração do pioneirismo que o jornal vem demonstrando desde a sua fundação. É uma tradição que sempre tivemos ao longo da história e que vamos manter”, conclui Henrique.

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