PONTA D'AREIA »
Obras paradas no Espigão
Obras paradas no Espigão Costeiro tornam o local menos atrativo ao turismo. Até o momento, apenas a parte de engenharia foi concluída. Já há desgastes na sinalização.
Sandra Viana
Publicação: 28/01/2012 09:52
Atualização: 28/01/2012 10:02
Construído para conter o assoreamento na Ponta d'Areia, o espigão costeiro ainda não cumpre totalmente seu propósito. A ação da natureza mostra sua força sobre a obra do homem e ainda é uma ameaça aos imóveis ali erguidos. Até o momento, apenas a parte de engenharia foi concluída e cumpre sua função de evitar erosões e o assoreamento do canal. A segunda etapa que ainda será iniciada é a urbanização do local a fim de tornar o espigão o novo ponto turístico. Esta etapa contará com calçadão, deck, quiosques e praças na faixa litorânea da Ponta D' areia, além da revitalização do Memorial Bandeira Tribuzzi. Servirá como opção de espaço na cidade para visitação e passeio.
Segundo pessoas que transitam no local, a obra conseguiu evitar a destruição que vinha sendo causada pelas fortes ondas. Mas, em novembro passado, palmeiras foram arrancadas pela força do vento no local e a erosão destruiu parte da via nas proximidades de um bar de reggae na área, dificultando o tráfego de veículos. Para a analista administrativo Mariana Serrão, 28 anos, a obra veio em boa hora, mas, para ela, não conterá a ação do salitre e os problemas que causam os fortes ventos. "O que a gente espera é que seja concluída a obra. Aqui vai ser um espaço de turismo, foi o que prometeram e é o que esperamos", disse ela. O taxista Bernardo Araújo, 54 anos, diz que a obra parada como está representa risco. "Aqui já morreu gente. As pessoas sabem que não devem se aproximar, mas insistem e acabam colocando em risco suas vidas. Acho que deveriam retomar e concluir essa construção", disse o taxista.
No local, uma placa avisa do perigo de aproximar-se do trecho. Em torno da obra, redes de sinalização já em estado de deterioração deveriam impedir caminhadas das pessoas no trecho, isolando a área. Enquanto a reportagem esteve no local, duas viaturas se revezavam na ronda. O trabalho é feito diariamente, durante 24 horas. Segundo o cabo Cabral, que responde por uma das viaturas, o índice de criminalidade ali é baixo. O último registro feito pela ronda trata de um assalto a objetos pessoais.
Segundo ele, há mais de um mês que são registradas ocorrências graves. Quanto à aproximação de pessoas no local, o policial aponta para a placa de aviso de perigo. "Orientamos as pessoas a não ficarem na área e a própria placa cumpre esta função. Há aqueles que preferem se arriscar", ressaltou o policial. A reportagem tentou contato com a assessoria da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), durante toda a tarde de ontem para saber do prazo de conclusão da obra e quanto à deterioração de alguns pontos do serviço, mas não houve retorno até o fechamento desta edição.
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