Um Termo de Ajustamento de Conduta será assinado entre a Secretaria de Segurança do Estado, proprietários de radiolas de reggae e de clubes na próxima semana, com o objetivo de regulamentar o som das aparelhagens nas festas e a atuação das blitzen que coíbem a poluição sonora.
Definição foi tomada durante reunião realizada ontem, no auditório da Superintendência da Policia Civil da Capital, da qual participaram a delegada Cristina Rezende, o delegado da Delegacia de Costumes, Wang Chao Jen, superintendente de Policia Técnica e Científica, Cássio Pires, Coronel Jeferson Teles, superintendente da Policia Civil da Capital, Sebastião Uchoa, e o secretario de Segurança Aluísio Mendes, além de donos de radiolas, DJs e proprietários de clubes.
De acordo com o delegado Wang Chao Jen, em média, são registrados por fim de semana 150 denúncias de som excessivamente alto pela cidade. A categoria que atua no reggae quer, também, a revisão da tolerância dos decibéis.
As normas de funcionamento e adequação dos clubes de reggae ao nível de decibéis permitido serão debatidas a partir desta segunda-feira, dia 6 de fevereiro, na Secretaria de Segurança Pública, na Vila Palmeira. A comissão responsável é formada pela delegada assistente Edilúcia Trindade, da superintendência de Polícia da Capital; quatro delegados das áreas integradas; delegado de Costumes, Wang Chaio Jen; delegado titular de Meio Ambiente, Mário Bordalo; e o major Osmar, da Polícia Militar. Também particiopam da comissão representantes das radiolas Itamaraty, Estrela do Som, FM Natty Naifson, Irie FM, dos bares de reggae, comunicadores e DJs.
Conturbada
A reunião foi um pedido de José Eleonildo Soares, ou Pinto da Itamaraty, deputado federal pelo PSDB, uma semana após a Itamaraty, radiola de sua propriedade, ter sido apreendida em uma festa na Avenida dos Portugueses, depois de denúncia de poluição sonora. "Entendo que as blitzes ocorrem devido a uma questão disciplinar, e não política, como dizem por aí. A operação anti-poluição sonora é uma medida legal e nós temos que reconhecer e respeitar. O que nós queremos é a realização da medição sonora de forma adequada e uma correta abordagem policial", afirma Pinto. "Se não houvesse o ajustamento entre as partes, eu poderia ir até à governadora, para resolver a questão", diz o deputado.
Além da Itamaraty, também foram apreendidas no final de semana passado as radiolas Estrela do Som, na Cidade Operária, e FM Natty Nayfson, no Anil. Também foram presos Ferreirinha, dono da Estrela do Som, DJ Natty Nayfson, dono da radiola que leva seu nome, e o DJ Robertchanko, da Itamaraty, todos liberados após pagamento de fiança de R$ 2 mil.
As abordagens policiais foram alvo de duras críticas na reunião. "A abordagem é brusca. Eles param tudo, levam todo o equipamento de som e o público se sente discriminado. A policia tem que agir com cautela", declarou o Dj Natty Nayfson.
"É um prejuízo imenso se eles levam todo o equipamento", reforça Pinto da Itamaraty. Ferreirinha, da Estrela do Som, denuncia que a polícia, após parar a festa, simplesmente vai embora sem deixar nenhum agente para conter possíveis alvoroços causados pelo público. "Do jeito que está vamos ter que parar o movimento", disse Ferreirinha.
O secretario de Segurança, Aluísio Mendes, declarou que o acordo entre a polícia e donos de radiola será alcançado. "Vamos estabelecer de que maneira a polícia vai atuar para coibir excessos sem prejudicar os donos de radiola e a sociedade", disse Mendes. "Queremos que prisões sejam a última providência. Vamos tentar conversar", completou.