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Publicação: 05/02/2012 09:57
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A história mostra que um grupo de franceses visitou a aldeia de Uçaguaba (que hoje corresponde ao Vinhais Velho), em 1612. Anos depois, a povoação tornou-se a primeira missão jesuítica do Norte do Brasil. “O Vinhais Velho representa a história do Mmaranhão, porque essa comunidade passou por todos os momentos da história da nossa cidade”, afirmou a Professora Doutora Antonia da Silva Mota, do Departamento de História da Universidade Federal do Maranhão. Segundo estudos feitos pela pesquisadora, comunidades indígenas habitaram essa região há pelo menos oito mil anos. Ela destacou que durante todo o período de colonização os índios foram ameaçados de perder as terras, e falou sobre as riquezas históricas do local. “Com a missão jesuítica, a comunidade recebeu a Igreja de São João Batista e um colégio, que também fazia parte da missão. Há também o porto e os poços de Ana Jansen, que são famosos entre a população”, explicou.
A comunidade do Vinhais Velho difere do restante da cidade de São Luís por não ter passado por um processo de modernização intensa, mas, a professora Antonia Mota, ressaltou que esse é um aspecto positivo. “Essa é uma comunidade tradicional. A região só preservou esse modo de vida por conta do atraso de sua modernização, como pavimentação, luz e água.”
A vila dos Ribeiro
A família Ribeiro faz parte da história do Vinhais Velho há, pelo menos, 250 anos. “Nós temos documentos datados do século XVIII que comprovam a luta de ancestrais da família Ribeiro pela preservação de suas terras e da comunidade,” informou a professora Antonia Mota. Atualmente, os três moradores mais antigos do bairro são os irmãos Ubaldina Ribeiro, 84 anos, Olegário Ribeiro, 77 anos, e Maria Vitória Ribeiro, 67 anos. Em conversa com os irmãos Olegário e Ubaldina (mais conhecida como Babá), a professora Antonia Mota contabilizou 45 pessoas da família Ribeiro vivendo no local, entre filhos, netos e bisnetos.
Em conversa com O Imparcial, seu Olegário relembrou os tempos de infância e juventude vivenciados na comunidade. “Quando a gente era criança usava brinquedos feitos à mão e caminhava pelas ruas de pedra. Quando eu tinha 22 anos até joguei um ano no Moto Club, na ponta esquerda”, lembrou, com um tom de saudade. Dona Janete, esposa de seu Olegário, disse que o bairro já foi mais organizado. “Aqui tinha tudo e era organizado, mas ainda é muito tranqüilo. Eu lembro que há poucos anos a gente ia pra cidade de canoa, era rapidinho”, contou dona Janete.
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