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ORLA MARÍTIMA » Turistas e freqüentadores das praias reclamam dos serviços de bares e restaurantes
Turistas e freqüentadores das praias de São Luís que optaram por aproveitar os dias de carnaval na orla reclamam dos serviços de bares e restaurantes

Michel Sousa

Publicação: 22/02/2012 08:23

Amigas Emmanuelle e Antônia reclaram da demora no atendimento e da falta de capacitação dos garçons. (KARLOS GEROMY/O IMP/D.A PRESS)
Amigas Emmanuelle e Antônia reclaram da demora no atendimento e da falta de capacitação dos garçons.

No feriado de carnaval quem optou pelas praias como forma de lazer teve que lidar com alguns atropelos como, por exemplo, a falta de transporte público de qualidade, assim como atendimento de bares e restaurantes da Avenida Litorânea, classificado por muitos como péssimo. A cobrança da taxa de serviço estipulada em 10% sobre o valor total do consumo também entra na lista de reclamações, principalmente quando não há um bom atendimento.

A professora de educação física, Emmanuelle Mendes, 32 anos, é um bom exemplo desta realidade. Acompanhada da amiga e turismóloga Antônia Melo, Emmanuelle passou mais de 40 minutos sentada em uma mesas de um dos bares da orla marítima sem sequer ser atendida.

Com sentimento de revolta, ela reclamou da falta de profissionalismo. "Na última vez que vim a este bar, além da demora no atendimento teve também a troca de pedidos. Pedi uma coisa e veio outra e no final o garçom ainda teve a coragem de cobrar 10% de taxa de serviço, mesmo com o péssimo atendimento. Pagamos muito caro pelas coisas na praia e o serviço ainda é de péssima qualidade", disse.

Na opinião de Antônia Melo, falta investimento na capacitação de funcionários e por esta displicência dos donos de bares os moradores de São Luís e, principalmente, os turistas, sempre acabam levando o pior do Maranhão para fora do estado. "É preciso investir na qualificação destes profissionais que prestam atendimento. Desde a forma de se vestir a como se relacionar com o cliente. Os garçons precisam saber prestar um serviço de qualidade. Quando você é bem atendido acaba pagando os 10% sem reclamar, o que é justo. Mas quando não há qualidade no serviço por que pagar?" questionou.

O garçom Fábio Júnior, 30 anos, negou a demora no atendimento e afirmou que o número de profissionais escalados para o atendimento é sempre mais que o suficiente. Sobre a demora no atendimento de Emmanuelle e Antônia o garçom afirmou ser de responsabilidade de outra equipe. "Aqui trabalhamos com setores. Ficam 12 garçons na parte de baixo do bar (areia) e seis na parte cimentada. Acredito que é mais que suficiente para atender a demanda que sempre é menor no carnaval", justificou.

Em outra mesa, O Imparcial falou com a comerciante Marlúcia Rabelo, 43 anos, e Arthur Neves, 37 anos. O casal reforçou as reclamações sobre atendimento e também criticou a pouca quantidade de ônibus que fazem linha para as praias. "Já virou rotina isso aqui, pois acho que é uma coisa cultural. Em Fortaleza, quando você senta em um bar ou restaurante na praia, sempre é bem atendido e com serviço de qualidade. Aqui em São Luís, seja no Araçagi ou na Litorânea, o atendimento sempre é demorado independente do fluxo de pessoas. Como é que esta cidade quer ser pólo turístico se não dá suporte aos visitantes e muito menos aos próprios turistas? É vergonhoso", lamentou.
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