URBANO

SÃO LUÍS » Vigilância Sanitária entrega relatório de inspeção no Hospital da Criança

Publicação: 17/05/2012 15:46

 (Neidson moreira/OIMP/D.A Press)
O relatório técnico e fotográfico da inspeção realizada pela Vigilância Sanitária estadual, que culminou com a interdição do Hospital Odorico Amaral de Matos (Hospital da Criança) foi entregue, nesta quinta-feira (17), aos representantes da Prefeitura de São Luís para que tomem as devidas providências. O documento assinala as irregularidades nas instalações elétricas e estruturais da unidade e estipula um prazo de 90 dias para as reformas e adequações.

A entrega do relatório aconteceu na sede das Promotorias da Capital (Cohama) e contou com a presença do promotor da Saúde, Herberth Figueiredo; do secretário-adjunto de Vigilância em Saúde, Alberto Carneiro; da secretária municipal de Saúde, Iêda Gomes Vanderlei. "A Secretaria de Estado de Saúde (SES) coloca à disposição técnicos e engenheiros para orientar na correta realização dos trabalhos porque a nossa intenção é que o hospital volte a funcionar em sua plenitude, de acordo com as exigências de promoção da saúde", afirmou Alberto Carneiro.

A interdição do hospital aconteceu na primeira quinzena deste mês, após vistoria no local e constatação de condições precárias de funcionamento da estrutura hidráulica, elétrica e sanitária. Outro fator determinante para decretar a interdição, segundo a Promotoria, foi a verificação de infiltrações e alagamentos na enfermaria da casa de saúde.

"O prazo de 90 dias é para que todas as reformas e providências sejam tomadas. Mas, a partir do momento que as pendências sejam cumpridas, a prefeitura pode solicitar a reinspeção da Vigilância Sanitária para autorizar a desinterdição parcial", explicou o promotor Herberth Figueiredo. A nova inspeção ficou marcada para 17 de agosto.

Além das irregularidades na estrutura elétrica e hidráulica, o setor interditado apresentou pintura deteriorada, rachaduras e infiltrações no piso, falta de lençóis, oxidação de móveis, utilização de máquina de lavar de uso doméstico não condizente com a legislação sanitária, área externa precisando de capina, entre outras irregularidades.

Iêda Vanderley disse que as providências mais urgentes já foram adotadas. Segundo ela, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) já realizou a limpeza das galerias, desobstrução dos esgotos, recuperação das instalações elétricas e pintura de uma das sete enfermarias interditadas.

"O Hospital da Criança é referência e porta de entrada para todas as crianças do estado. Vamos fazer uma força-tarefa para que todas as pendências sejam solucionadas e a unidade de saúde possa oferecer serviços de qualidade especializados e com qualidade para a população", assegurou Iêda Vanderley. Ela estava acompanhada da diretora geral da unidade de saúde, Hildenê Alencar, e da diretora administrativa Conceição Araújo.
Compartilhe
| Mais

Envie sua história e faça parte da rede de conteúdo dos Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.