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Publicação: 25/05/2012 07:46 Atualização: 25/05/2012 08:45
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| Proprietários e empregados das lojas da Feira da Praia Grande aguardam clientes, que fugiram com a greve dos rodoviários |
Na Feira da Praia Grande (Casa das Tulhas), próximo do meio-dia de ontem, O Imparcial encontrou diversos comerciantes reunidos em rodas de conversa, à espera dos clientes. Nas mesas dos restaurantes, habitualmente cheias de pessoas que vão ali para almoçar, quase ninguém. Desolado, o feirante Antônio Sampaio, que trabalha há 20 anos naquele espaço, estimou em mais de mil pessoas o movimento diário nos dias normais. Ele informou que, com a greve dos rodoviários, praticamente apenas os turistas estariam frequentando a feira. No ponto de artigos de artesanato, o comerciante disse que em geral esse público vem acompanhado de guias turísticos que apresentam os produtos típicos, mas é comum que apenas olhem as compras sem levar nada.
Quanto ao comerciante de secos e molhados Ubiraci Lima, que atende em outro ponto comercial, ele disse que nos últimos dias, logo que abriu o ponto, já não teve disposição para organizar os produtos sobre o balcão. As sacas de farinha e castanhas, caixas de doce de buriti e garrafas de tiquira encontravam-se nos mesmos lugares em que tinham sido deixados antes de Ubiraci Lima fechar o estabelecimento, na noite anterior. “O prejuízo é de 100%”, disse ele, informando que tinha vendido somente R$ 10 na última quarta-feira, e que essa queda no movimento só ocorre em situações de greve.
Liderança entre os comerciantes da feira, Regina Sampaio observou que a situação é agravada com a falta de divulgação do espaço, além das próprias condições da estrutura física do lugar. “Somos uma feira diferenciada”, disse ela, chamando a atenção para a retirada de certos gêneros dos pontos de venda, em administrações anteriores, o que teria conferido uma natureza mais artesanal àquele ambiente. Segundo ela, o único frigorífico existente na feira só vende carne de sol e linguiça calabresa.
Feiras de bairro
Em algumas áreas da cidade, no entanto, o mesmo prejuízo não tem sido observado, já que o público consumidor é composto basicamente por moradores das proximidades. É o caso do bairro João Paulo. Nos depósitos da Rua Projetada, de onde saem mercadorias para a feira do bairro e comerciantes de vários pontos da cidade, os caminhões continuavam sendo abastecidos, principalmente com produtos hortifrutigranjeiros.
Em um supermercado de médio porte, o comerciante Antônio Edivaldo de Carvalho ponderou que a maioria das vendas do estabelecimento é feita para os fregueses das redondezas, que não dependem de ônibus para ir às compras diárias. Segundo ele, o problema poderá ser maior no fim de semana, pois muitas pessoas vêm de longe para adquirir um maior volume de mercadorias. No caso desses clientes domingueiros, a frota de veículos fora de circulação pode resultar na ausência de muita gente que mora distante.
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