URBANO

Mentir em excesso pode ser doença
Psicóloga afrima que pequenas mentiras são aceitáveis, mas contar histórias falsas de forma sistematizada é doença

Sandra Viana

Publicação: 01/04/2013 08:36 Atualização: 01/04/2013 09:03

Mentir no dia 1º de abril, é normal e até engraçado. Mas, mentir por qualquer motivo, ou seja, por compulsão, é problema de saúde, chamado distúrbio de personalidade. É o que afirmam os psicólogos e psiquiatras. Segundo a psicóloga Ana Karina Silva Ribeiro, não há registros específicos no Maranhão.

 

“Acreditamos que sejam números bem altos. Ocorre que, as pessoas que sofrem deste distúrbio não procuram tratamento por não terem a noção do problema”, disse. Contar mentiras, diz ela, até certo ponto são recursos usados para ajustar situações, no entanto, contar histórias falsas de forma sistematizada é uma doença. “E deve-se procurar tratamento, pois não há cura”, afirma.
O problema começa na infância. Por vergonha de alguma situação, a criança mente para não ser inferiorizada. A criança se acostuma a esse comportamento que perdura quando adulto. A mentira passa a ser opção para tudo. A pessoa cria situações falsas, vivencia a mentira e monta uma realidade paralela na qual passa a crer. “Começa com uma mentirinha qualquer e, ao longo da vida, a pessoa vai criando várias mentiras para amenizar outras. E assim, sucessivamente”, explica a médica.


Ana Karina explica que há pessoas com dificuldades em assumir questões da vida real ou disfarçar algo que os envergonhe. Ela explica que ocorre frequentemente entre crianças. Cita como exemplo, alguém complexado com a questão financeira que inventa mentiras para disfarçar aos coleguinhas a verdade. “Uma criança que ouve outra contando ter ganhado algo caro e que ela não pode ter. Para sair dessa situação, a criança inventa”, diz a médica. Dessa mentira nascem outras e sucessivas, transformando-se no transtorno. “Geralmente, começa na infância, entre os nove e 10 anos. Se não é conversado, vira doença na idade adulta”, reafirma.

%u201CGeralmente, começa na infância, entre os nove e 10 anos. Se não é conversado, vira doença na idade adulta%u201D, Ana Karina Ribeiro, psicóloga.
%u201CGeralmente, começa na infância, entre os nove e 10 anos. Se não é conversado, vira doença na idade adulta%u201D, Ana Karina Ribeiro, psicóloga.
 

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