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MUDANÇA » Coronel Melo é exonerado via telefone pela governadora Roseana Sarney
O coronel disse que o Maranhão não é propriedade particular. Segundo o Comandante, Zanoni Porto, a exoneração faz parte do rodízio de função

Arleysson Rodrigo

Publicação: 21/03/2014 17:50 Atualização: 21/03/2014 18:14

Coronel melo era Comandante do Policiamento do Interior (REPRODUÇÃO FACEBOOK)
Coronel melo era Comandante do Policiamento do Interior
O coronel Francisco Melo da Silva, mais conhecido como coronel Melo, foi exonerado do cargo de Comandante do Policiamento do Interior na tarde desta sexta-feira (22/03), pela governadora do Roseana Sarney via telefone.

Após publicar em sua página na rede social Facebook, o coronel relata que a causa da exoneração, foi devido umas publicações em sua rede social dizendo que “O MARANHÃO NÃO É PROPRIEDADE PARTICULAR”.

Chateados com algumas situações o coronel Melo ainda desabafa dizendo “A GOVERNADORA ROSEANA ESTÁ BRINCANDO DE FAZER SEGURANÇA E HUMILHA OS PMS/BMS COM UMA MERRECA DE 5.6%”.

Segundo o Comandante da Polícia Militar do Maranhão, Zanoni Porto, desmente que a exoneração do coronel Melo foi por via telefone ou por ele ter postando algo em sua rede social.

“A exoneração foi assinada por mim, e foi publicado em nosso Diário Oficial hoje. E esse tipo de exoneração é devido o rodízio de funções que sempre acontece. O coronel foi exonerado sim, mas será classificado em outra função” disse o coronel Zanoni Porto.

Confira na íntegra a publicação do coronel Melo em sua rede social.

REPRESÁLIA DO GOVERNO ROSEANA SARNEY AO CORONEL MELO

CORONEL FRANCISCO MELO DA SILVA.


Acabei de ser exonerado - por telefone - das funções de Comandante do Policiamento do Interior. A decisão foi em decorrência do que escrevi e publiquei sobre o Governo da Senhora Roseana Sarney. Repito que vivemos num Estado Democrático de Direito, dentre as diversas garantias e direitos assegurados na Constituição de 1988, um deles é o da livre manifestação de pensamento.

Quando entrei com uma AÇÃO POPULAR CONTRA O GOVERNO ROSEANA SARNEY, fiz utilizando um Direito assegurado no artigo 5º, inciso LXXIII, da CF/88, quando diz “qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural”. Fiz e se for preciso farei novamente em prol da população maranhense.

Externei meus pensamentos e o fiz de forma clara e concisa, sem ter cometido qualquer transgressão disciplinar, nem tampouco crime comum ou militar. Claro que eles não esperavam que um Coronel da Ativa da Polícia Militar do Estado do Maranhão, além de entrar com uma ação popular contra o Governo, fosse capaz de se manifestar defendendo, de forma legal, os interesses dos militares do Estado do Maranhão.

Eles podem me exonerar de uma função, mas tem que me classificar imediatamente em outra função de Coronel, pois não posso ficar sem função. Isso é o que eles podem fazer. Agora não podem retirar meu posto de Coronel, o que conquistei com muita dignidade. Não podem reduzir meus vencimentos e nem calar minha voz.
Continuo firme, atuante, de cabeça erguida e não vou recuar um milímetro, pois nada fiz para temer e nem tremer. PORTANTO, NÃO É UMA LUTA INTERNA . AVANTE! AVANTE! A LUTA CONTINUA, POIS O MARANHÃO NÃO É PROPRIEDADE PARTICULAR.


A GOVERNADORA ROSEANA ESTÁ BRINCANDO DE FAZER SEGURANÇA E HUMILHA OS PMS/BMS COM UMA MERRECA DE 5.6%

CORONEL PM FRANCISCO MELODA SILVA

Só para relembrar algo tão recente que aconteceu no nosso Estado. Salvo engano da minha parte, na data de 16 de abril (quinta feira) de 2009, a Senhora Governadora Roseana Sarney, recebia o Governo do Estado do Maranhão das mãos dos Ministros do TSE – Tribunal Superior Eleitoral.

Na mesma data, em rede nacional, ela apresentava o Secretário de Segurança Pública e em tom claro disse: A PARTIR DE HOJE NO MARANHÃO NÃO TERÁ MAIS BANDIDO, TODOS PODEM DORMIR DE PORTAS ABERTAS. Que vergonha Senhora Governadora, quando comparamos seu depoimento com a realidade da Segurança Pública do nosso Estado, com manchetes negativas em todo o Brasil e a Senhora tenta esconder essa cruel situação.

Tamanhas foram às surpresas e as decepções de seu governo que em pouco tempo a criminalidade atingiu o descontrole, chegando ao caos com a crise no sistema penitenciário, quando ela – sem qualquer outra opção - chamou a PMMA para resolver, e resolveu.

Os fatos foram se agravando, ao ponto de em 2011, PMS/BMS, não aguentando mais a humilhação da política salarial da Governadora Roseana Sarney, depois de várias reivindicações, pararam por melhoria salarial e boas condições de trabalho.
Não tendo mais o que fazer a Senhora Governadora, resolveu conceder parte das perdas salariais, dividindo em três parcelas, sendo que a última será implantada neste mês. Porém, meus amigos e amigas que, de 2011 até esta data, a inflação corroeu nossos já minguados salários.

Neste mês de março, a Senhora Governadora, anunciou para os servidores públicos do Estado do Maranhão, um aumento salarial. Mas, de forma proposital, deixou de fora os policiais e bombeiros militares do Estado, numa demonstração de força que no Maranhão tem que ser do jeito dela. Nada mais do que uma resposta ao movimento ocorrido em 2011.

Inconformado e indignados com a atitude da Senhora Governadora com o tratamento dado aos militares do Estado, as Associações dos militares do nosso Estado, passaram, de forma democrática, a reivindicar um tratamento respeitoso e igualitário. Foram várias reuniões com o comando das duas Instituições, ficando para o dia 19 de abril (ontem) a resposta da Senhora Governadora.

Hoje, dia 20 de abril de2014, em forma de humilhação, ela manda oferecer 5,6% de aumento, para ser pago em novembro do ano em curso e 53% nas funções gratificadas, que só vai beneficiar parte dos oficiais e você não leva para a reserva. Isso é muito constrangedor e humilhante para todos nós. Como podemos aceitar um tratamento desses? Como podemos calar diante de tantas discriminações e perseguições? Não vamos aceitar esse tratamento e nem tampouco calar diante dessas pressões e opressões. Faça valer e ponha em prática seu direito constitucional de lutar por uma vida digna. A luta não é interna. AVANTE! AVANTE!
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