"Se um dia algum de vocês vier a ter problemas com a lei, não procurem a mim. Procurem um advogado"
Aviso curto de direito do governador da Bahia,
Jaques Wagner, em reunião com os secretários.
Primo pobre
Ao participar do encontro dos governadores do Nordeste, realizado anteontem em Natal, o ministro da Integração Nacional Pedro Brito surpreendeu ao declarar que o “Maranhão, como uma das áreas mais pobres do Brasil, precisa de atenção especial do governo federal”.
Era tudo que o governador Jackson Lago queria ouvir de quem tem a responsabilidade de promover investimentos nos estados.
Descolar do atraso
Presente ao encontro, Jackson Lago disse estar confiante de que o presidente Lula dará essa atenção de que o Maranhão tanto precisa, para se desgrudar do atraso danoso à sua população.
Cúpula do Mercosul
Em discurso ontem na Tribuna, o senador José Sarney (PMDB-AP) destacou que a crise que atravessa hoje o Mercosul, que ele ajudou a criar como presidente da República, só poderá ser superada com perseverança dos líderes do bloco.
“Atravessamos períodos difíceis como no presente, mas a idéia desse bloco é tão forte, tão necessária ao continente, que tenho certeza de que será vitoriosa”, discursou.
Destino incerto
Depois que deixar o Senado, no próximo dia 31, ninguém sabe qual caminho o senador João Alberto seguirá, além de presidente regional do PMDB.
O aliado José Sarney, porém, está cabalando um emprego para ele no governo Lula. Se já conseguiu, ninguém sabe onde.
Deu a louca no Chávez
Um dia após tomar posse como presidente reeleito, Hugo Chávez anunciou novas mudanças no país, a começar pelo nome oficial da Venezuela, que passará de “República Bolivariana” para “República Socialista”, além do fim dos municípios como unidades federativas. Se a moda pega no continente...
Ora, pílulas!
Sem esquema
As irmãs gêmeas Sudene e Sudam, que acabaram de renascer de um período de hibernação, só terão um destino de dignidade para com as funções de desenvolver o Nordeste e o Norte se não ficarem nas mesmas mãos sujas dos políticos sujos que a sepultaram no governo FHC.
Foram eles que as mataram, por asfixia, sem darem-lhes a oportunidade de cumprirem com o papel para as quais foram criadas.
Cemitério de falências
Se não fossem tantos vícios, o Maranhão estaria pelo menos igual ao Paraná, por ser o único estado que tem o território dividido entre a influência da Sudene e da Sudam. No entanto, o que sobrou das irmãs vilipendiadas foi o cemitério de projetos que apenas sugaram fabulosas somas de recursos públicos. Desenvolvimento mesmo só no nome das placas que o mato e a ferrugem destruíram no interior e no Distrito Industrial de São Luís.
Foram projetos viciados, de empresários comprometidos apenas em encher o bolso.
Fogo brando
A disputa pela presidência da Assembléia Legislativa do Maranhão nem de longe se parece com o clima tenso e aguerrido que se verifica na Câmara dos Deputados. No Maranhão o fogo morno é “abanado” pelo atual presidente João Evangelista, que já estaria contabilizando entre 24 e 26 deputados, e Arnaldo Melo, que diz ter saído da faixa dos 10 votos garantidos, mas ainda está bem longe de alcançar a maioria necessária de 22.
Meio utópico
O voto em bloco dos deputados eleitos na coligação que apoiou Roseana Sarney ao governo é quase utópico. Explica-se: apesar do apelo de Ricardo Murad pela unidade, há, no entanto, uma guerra surda no seio do grupo sarneísta pela liderança da oposição na Assembléia estadual.
Uma rapadura ligth , para quem antecipar quem será o líder desse movimento.
Incógnita
Antes do pleito de outubro, a briga no bloco roseanista se resumia às alfinetadas ou ações de bastidores dos deputados Max Barros e César Pires, ambos do PFL. Os dois mal se cumprimentavam. Agora, com a chegada de Ricardo, com a “fama de trator” para uns e de “desagregador” pra outros, a liderança virou uma inquietante incógnita.
É esperar pra ver.
Balão de ensaio
Ao decidir entrar na disputa pela presidência da Assembléia Legislativa, o deputado tucano Alberto Franco – no entender de colegas dele de plenário – estaria apenas querendo se apegar ao espaço midiático, bastante generoso em fato político dessa envergadura.
Mas a candidatura de Franco pode até virar espuma se ele aceitar o conselho de um experiente ex-deputado estadual. |