1301/2006 |
DENISE ROTHENBURG |
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Queda-de-braço
No primeiro despacho que tiver com o presidente Lula, o governador José Roberto Arruda (PFL) tem um pedido a fazer: a doação dos terrenos da União ao Governo do Distrito Federal. Depois de uma firme determinação para impedir qualquer nova invasão de terras no DF, o governador não quer correr o risco de que isso aconteça em áreas da União, como foi o caso de Vicente Pires.
A reivindicação tem lógica, mas não é tranqüila. O PT local não quer entregar ao novo governador, de mão beijada, o latifúndio federal de Brasília. Ainda mais com o PFL batendo de frente com o governo Lula no Congresso.
Papa
O governador fluminense Sérgio Cabral não se conforma com a exclusão da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro no roteiro da visita do Papa Bento XVI ao Brasil. Por intermédio do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Eusébio Scheid - aquele que disse que o presidente Lula “não é católico, é caótico” -, encaminhou uma carta ao Vaticano solicitando a inclusão da capital fluminense no roteiro papal.
Closet
Reivindicação do deputado distrital Batista das Cooperativas (PRP) para aprovar a conclusão do novo prédio da Câmara Legislativa do Distrito Federal, aquele “esqueletão” de concreto em frente à Praça do Buriti: banheiro exclusivo na sala de cada parlamentar. Quer fazer o xis em paz.
Pincel
Quem também ficou pendurado no pincel com o apoio oficial da bancada do PSDB ao petista Arlindo Chinaglia (SP) foi o secretário de governo de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira. Havia garantido o apoio do governador José Serra à reeleição do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), durante encontro do comunista com o prefeito paulistano Gilberto Kassab (PFL). Ferreira, chefe da Casa Civil do governo de São Paulo, já havia perdido poderes administrativos. Mas ainda era considerado o principal articulador político de Serra.
Abismo
O buraco do metrô em São Paulo, que escandaliza o Brasil, ainda vai dar muita dor de cabeça aos tucanos paulistas. A oposição já ensaia entrar com um pedido de CPI para apurar as responsabilidades no caso. A conversa de que foi uma fatalidade não cola.
NO CAFEZINHO
Espreita / Anthony Garotinho não sairá do PMDB, por enquanto. Espera o desenrolar da gestão do governador Sérgio Cabral (PMDB), para só então tomar uma atitude. O problema é que cresce a pressão da cúpula do PMDB em cima de Cabral para que ele se afaste ainda mais de Garotinho. Seria garantia de sossego dentro da legenda e uma forma de não atrapalhar o governo de coalizão do presidente Lula.
Atalho / O ministro das Cidades, Márcio Fortes, luta para permanecer no posto, apesar de ser apadrinhado dos ex-deputados pernambucanos Severino Cavalcanti e Pedro Corrêa. Além de cobrar apoio do PP, Fortes investe nos governadores eleitos. Tem dedicado boa parte de sua agenda a eles, na esperança de receber solidariedade na hora da reforma ministerial.
Baldeação / O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, que se desligou do PPS para apoiar o presidente Lula no segundo turno, vai desembarcar no PR na próxima semana. Leva 10 prefeitos e um grupo de vereadores. Seu padrinho na legenda é o senador Alfredo Nascimento (AM).
Sereno / O ex-deputado distrital Chico Vigilante ainda não recebeu nenhum convite para integrar os quadros do governo federal. Mas diz que está tranqüilo. A preocupação de Vigilante é “reestruturar” o partido no Distrito Federal, antes de deixar a presidência da legenda, em 2008.
Peladeiros / A turma do Tribunal de Contas do Distrito Federal arranjou um jeito de aproveitar, com bom humor, as péssimas notícias políticas dos últimos anos. No campeonato de futebol promovido pelos servidores, os times foram “Dossiê”, “Sanguessuga”, “Sigilo Bancário” e o campeão “Dólar na Cueca”. |