BEM ESTAR BEM
Cardápio saudável
Restaurantes da cidade estão aderindo, aos poucos, ao emprego de alimentos orgânicos em refeições e sobremesas, primando pela qualidade de vida de seus freqüentadores
Quando se começou a falar em alimentos orgânicos, na década de 70, o assunto estava intimamente ligado a questões filosóficas, a um estilo de vida alternativo que pregava uma volta à maior interação homem – natureza. Mais de 30 anos depois, os avanços da ciência nos mostram que mais do que filosofia, esse é um assunto intimamente ligado à saúde.
Os alimentos orgânicos são aqueles produzidos de forma equilibrada entre os recursos naturais (solo, água, animais etc.) e sem o uso de pesticidas, agrotóxicos ou qualquer tipo de adubo que não seja natural.
Essa expansão dos alimentos orgânicos ganhou força na década de 80 e vem se expandindo até hoje. Segundo o BNDES, o Brasil tem, atualmente, cerca de 270 mil hectares cultivados apenas com produtos orgânicos. A grandeza brasileira nesse campo não é retratada apenas por números: os alimentos orgânicos nacionais são reconhecidos pela comunidade internacional, elevando o país ao sexto lugar no ranking dos países produtores de orgânicos. Hoje, o Brasil exporta para a Alemanha, Holanda, EUA, Bélgica, Suécia e Canadá, entre outros.
Em São Luís, cuidados com a alimentação saudável já chegaram aos restaurantes. O restaurante Vegetariano Naturervas, por exemplo, situado à Rua das Jaqueiras, no bairro do Renascença, tem todo o cardápio voltado para a boa alimentação, excluindo dos pratos a carne vermelha e adotando frutas, verduras e legumes basicamente orgânicos.
Outro exemplo é o Maracangalha, onde 50% das hortaliças, frutas e legumes utilizadas vêm diretamente da Fazendinha do proprietário do estabelecimento, Melquíades Dantas. “Sempre procuramos primar pelo sabor e qualidade dos nossos pratos. Para isso, nada melhor do que usar ingredientes produzidos por nós, com todo o cuidado e sem o uso de qualquer tipo de produto químico”, explica Dantas.
Entre os produtos próprios estão frutas como manga, caju e limão, legumes como berinjela e tomate e boa parte das verduras. A pimenta, um dos ingredientes mais famosos do restaurante, usada tanto nos pratos quanto para fazer produtos como a geléia em compota, também é 100% produzida na Fazendinha.
Custo
Apesar de terem preços superiores no varejo, os alimentos orgânicos têm, muitas vezes, custos não muito elevados. Essa disparidade se explica pela diferença no volume de produção, que ainda é muito grande em favor dos alimentos produzidos de forma tradicional. Segundo a Associação Brasileira de Horticultura - ABH, algumas receitas naturais para o combate de pragas chegam a ser até 95% mais baratas que produtos químicos para o mesmo fim.
Além disso, o valor nutricional dos produtos orgânicos é comprovadamente superior. A ABH aponta uma pesquisa realizada nos EUA em 1993, que comparou alimentos convencionais e orgânicos (maçã, batata, pêra e trigo). Os índices de cálcio, por exemplo, foram 65% maiores nos orgânicos. Já o ferro teve taxa 73% maior e o potássio nos alimentos orgânicos teve um nível 125% maior que nos alimentos convencionais.
Para muitos empresários, o investimento na própria produção de hortifruti é um caminho que ainda pode ser muito explorado. “Já temos alimentos de produção própria, outros que compramos de outros produtores, como é o caso dos ovos, que são todos de galinhas caipiras. Essa linha de produtos saudáveis e de qualidade fazem parte da filosofia da casa e esperamos poder ampliar a variedade de alimentos para que possamos oferecer aos nossos clientes um cardápio cada vez mais saudável”, finaliza Melquíades Dantas.
TECNOLOGIA
Papai Noel modernizado
Período natalino traz a cada ano mais aparatos tecnológicos para garantir o encantamento da data. Estabelecimentos como o São Luís Shopping já apresentam rica decoração, em beleza e brilho
Toda a magia e fascínio do natal já começam a ser percebidos pelas ruas, e, principalmente, lojas da cidade. O encantamento das luzes, cores e enfeites característicos estão a cada ano mais atraentes, devido ao avanço e modernização dos aparatos natalinos. São pisca-piscas com as mais diversas formas e cores, bonecos que se movem e tocam músicas, figuras temáticas iluminadas e tantos outros atrativos que só enriquecem os olhos no período que marca a ressurreição de Cristo.
Certamente, você já está arquitetando a decoração natalina de sua casa ou escritório para este ano, mas ainda anda a procura de novidades. Uma forte tendência tecnológica são as gotas de LEDs (Light Emitter Diode), que são sinais de iluminação, já com promessa de substituição das lâmpadas convencionais.
“As LEDs já estão em alta devido à durabilidade e conseqüente economia que proporcionam, pois chegam a durar até 100 mil horas, enquanto que as lâmpadas pl têm duração de apenas 10 mil horas”, esclarece o Gerente Comercial do Centro Elétrico, José Gonçalves Júnior.
Em tal estabelecimento comercial está disponível o lustre com gotas de LED, que é um conjunto composto de 320 LED´s de alto brilho com pontas de acrílico que formam gotas, proporcionando um efeito estonteante, com percepção de movimento, todo em material cristal transparente.
O lustre está disponível nas cores branco, azul, amarelo, verde e vermelho. Possui controle seqüencial com 8 funções e todo o cabo que interliga os LED´s. Disponível em 127V ou 220V, o Lustre Gotas de LED é uma perfeita combinação de um ambiente futurista com a elegância.
Além das gotas de LEDs, a aposta da casa também será nas mangueiras luminosas, que são apropriadas para contornos de casas, jardins e fachadas. “Essa também é uma forte tendência, apesar de não ser novidade, pois é um aparato que assegura beleza por si só”, declara José Gonçalves Júnior.
Árvores de natal de fibra ótica, figuras iluminadas, cortininhas e cascatas de luz também são acessórios decorativos de avanço tecnológico que estão prometendo abrilhantar o período natalino. “Sempre gostei bastante de decorar minha casa para o período natalino com as inovações tecnológicas. No ano passado adotei os bonecos, a exemplo de Papai Noel e anjo, que se movimentam e tocam músicas. Este ano já procuro coisas novas, com bastante luz”, revela a empresária Cláudia Magalhães.
Shopping
Pelas lojas e demais estabelecimentos comerciais da cidade, o clima de natal já começa a se delinear como uma realidade. No São Luís Shopping, localizado no Jaracati, os consumidores já respiram o Natal desde a entrada, sob a decoração de belas guirlandas e demais aparatos.
Não há quem não perceba a ambientação natalina do shopping, que a cada ano inova com um tema criativo e diferente. O “Jardim Natalino” foi inaugurado em grande estilo no dia 9 deste mês, com a apresentação do Coral Santo Antônio. A decoração marca o 6° aniversário do São Luís Shopping.
“Achei incrível, pois eles conseguem encantar as crianças. Não tem quem resista em ter um bate-papo com o Papai Noel daqui”, diz a empresária Lúcia Gomes, que sempre traz seus filhos para passear e tirar fotos com o Papai Noel do São Luís Shopping.
Todo o contorno da fachada e do interior do shopping, também recebeu iluminação especial. Quem assina a decoração é a Sucesso Publicidade, de Teresina (PI). Ao chegar à praça de eventos, o freqüentador se depara com um verdadeiro passeio pela fantasia que a data cria no imaginário, onde está montado um palácio de cristal, com o trono do Papai Noel, jardim de duendes, canteiros barrocos, postes de luz, topiares e a tradicional árvore de natal. Mas, o principal atrativo esse ano ficou por conta das duas fontes luminosas do local.
“A iluminação em si já é bastante atrativa, quando somada ao som do movimento das águas, se torna bem fascinante. Antecipamos nossa ambientação natalina porque queremos antecipar as compras natalinas, dando condições para as lojas chamarem compradores”, afirma a gerente de Marketing do São Luís Shopping, Jovita Araújo.
Conheça algumas inovações natalinas
Coqueiro
Uma peça para decorar o seu jardim, o Coqueiro é ideal para ambientes externos, pois possui alta resistência às adversidades climáticas. Podendo ser utilizados também em decorações de áreas internas, o Coqueiro fica bem em qualquer ambiente. Totalmente iluminado, possui aproximadamente 3 metros de altura
Mangueira Luminosa
Mangueira luminosa é uma ótima opção para decorar áreas externas de grandes proporções. Com as mangueiras você pode, por exemplo, fazer contornos em construções, moldar figuras com diversos motivos. As mangueiras são utilizadas também para outros fins como por exemplo, na decoração com sancas, na sinalização de escadas, e tantas outras maneiras que a sua imaginação permitir.
Armações
As armações natalinas são fabricadas em aço galvanizado e mangueiras luminosas moldado de acordo com a figura do aço. Como são peças para decoração externa, proporcionam uma bonita decoração para ruas, fachadas, prédios, jardins, diversas opções de desenhos possibilitando criar situações variadas para cada ambiente.
Lâmpadas de bolinha
As lâmpadas incandescentes em formato de bolinha são muito utilizadas para fazer um cordão com diversas lâmpadas coloridas e enfeitar grandes árvores, por exemplo. Por serem lâmpadas maiores do que os conjuntos decorativos elas se adaptam perfeitamente em decorações maiores e seu custo com produtos para decoração são reduzidos além de proporcionarem uma bonita impressão de frutos coloridos nas árvores.
Figuras temáticas em fibras
As figuras temáticas são peças de decoração tanto interna quanto externa, vai depender do tamanho disponível no local que será decorado. As figuras temáticas são produzidas em fibra, podendo assim ficar no tempo sem danificar seu visual. Peças em tamanho natural, com perfeição nos traços e cuidadosamente pintadas para dar realidade à figura e ao ambiente. Exemplo: Bota, trenó, papai noel.
CULTURA
Intercâmbio cultural
Jovens de 16 países se encontram em conferência, no Brasil, e experimentam troca de conhecimentos e comportamentos
DIEGO FREIRE
ESPECIAL PARA DIA D
Marisa Haire tem 14 anos de idade e mora nos EUA, o país economicamente e politicamente mais poderoso do mundo. Jefferson Belizaire tem 15, e nasceu no Haiti, nação que sofre com problemas que vão da forte incidência de HIV/Aids ao tráfico de drogas. Aparentemente, os dois não têm muitas afinidades. Alguém poderia dizer, até, que as histórias desses dois jovens nunca poderiam se cruzar. Mas esse encontro aconteceu – e os dois, agora, podem dizer que têm muito em comum.
O encontro, que uniu dois jovens de realidades tão diferentes, também uniu mais 78 jovens de países de quase todos os continentes do mundo: Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, Equador, Estados Unidos, Haiti, Holanda, Honduras, Noruega, Panamá, República Dominicana, Ruanda, Senegal e Togo. Trata-se da II Conferência Mundial de Jovens, promovida pela organização não-governamental internacional Plan e sediada pelo Brasil, na cidade de Luziânia, Goiás.
“Encontros como este nos permitem aproximar jovens de países doadores e de países beneficiados pelas doações, para que, juntos, eles comportilhem propostas de soluções para os problemas que os afetam”, explica o diretor-presidente da organização no Brasil, Matthew Carlson. Segundo ele, o papel da organização é o de facilitar a viabilização do que foi proposto e fortalecer esta rede juvenil.
Com o tema do ano em mente, “Cidadania Global”, jovens de projetos da ONG se juntaram para discutir sobre globalização, cultura, discriminação, saúde e prevenção da violência e de conflitos armados. Esses assuntos, assim como o tema da conferência, foram escolhidos pelos próprios jovens, em uma espécie de pré-conferência ocorrida em maio deste ano, na Noruega, quando um comitê formado por adolescentes foi criado.
Esse comitê, do qual participam jovens do Senegal, Haiti, Noruega, Holanda, EUA e Panamá, entre outros países, tem uma brasileira como membro. Simone Silva, 18, que participa do projeto da Plan “Voz da Juventude”, na cidade de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, no qual são produzidos e gravados programas de rádio com temáticas ligadas ao dia-a-dia das suas comunidades e à promoção dos direitos da criança e do adolescente.
Protagonismo
Quase tudo na Conferência foi feito pelos próprios jovens, como os estandes em exposição na passagem para as salas do centro de treinamento da Confederação Nacional de Trabalhadores da Indústria, onde os grupos de trabalho se reuníam. Entre eles, um do Maranhão, produzido por adolescentes de comunidades de São Luís (em Cidade Olímpica e na área do Itaqui-Bacanga) e de Codó. Antônio Linhares, de 17 anos de idade, nunca tinha saído do Maranhão.
Apesar da saudade de casa, diz ter adorado a experiência de conviver, por uma semana, com jovens de outros países. “No meu quarto há gente de todos os cantos do planeta. Já dá pra sair daqui quase um poliglota”, brinca, acrescentando que já se sente um cidadão do mundo: “Ser cidadão do mundo é ter consciência de que milhões de outras pessoas também têm direitos. E que nossos deveres ultrapassam as fronteiras do lugar onde nascemos”.
Marisa e Jefferson concordam. “Qualquer um pode e deve ser um cidadão global, independente de sexo, etnia, classe social”, diz Marisa, que trabalha com campanhas de conscientização de jovens nos EUA. Jefferson, que participa de projetos de desenvolvimento comunitário no Haiti, complementa: “ser um cidadão global é poder falar em nome de todo o mundo”.
CARREIRA E MERCADO DE TRABALHO
Estágio: o elo entre realidades contrastantes
Apesar do distanciamento existente entre a universidade e a realidade do mercado de trabalho, estudantes buscam no estágio conciliação para a formação profissional
As profundas transformações no mercado de trabalho e o intenso desenvolvimento científico e tecnológico das últimas décadas vêm provocando novas demandas para a produção e gestão do conhecimento, e para o exercício das profissões, o que vem levando as universidades a repensarem seu processo formador, para minimizar a real distância existente entre a instituição de ensino e o mercado de trabalho.
O estágio é uma válvula de escape para o estudante que busca conhecimento da realidade do campo onde atuará, relacionando e contrapondo os conhecimentos adquiridos na academia. Contudo, a ponte redutora de tal distanciamento deve ter caráter pedagógico, capaz de estimular o conhecimento crítico e criativo da realidade social, além da sensibilização dos estudantes para o atendimento das necessidades sociais a partir do respeito aos valores éticos que devem orientar a prática profissional.
“Acredito que a intensidade das razões para tal espaçamento se difere de acordo com o curso. Mas, aponto algumas questões para o fato. O primeiro é a defasagem dos projetos curriculares. O outro está na base tecnológica dos cursos, que tem explicações na questão de repasse de financiamentos por parte do governo federal às universidades públicas”, acredita o professor e coordenador do Curso de Comunicação Social da Ufma, Francisco Gonçalves.
O estágio teoricamente é o período de aprendizado na empresa, sedimentando na prática os conhecimentos adquiridos na escola de nível superior. É a oportunidade de familiarizar o estudante com o ambiente de trabalho, melhorando assim seu relacionamento humano e contribuindo com sua formação profissional. Dessa forma, tem como proposta a complementação do ensino e da aprendizagem, tornando-se elemento de integração, em termos de treinamento prático de aperfeiçoamento técnico, cultural e científico.
“Infelizmente nem sempre a realidade de estágio é essa, pois estagiei em uma biblioteca e trabalhava tanto quanto qualquer outro funcionário do local. Acabamos servindo de mão-de-obra barata e qualificada”, acredita a universitária Carolina Mendes.
Legislação
O Estágio é regido por legislação específica e é um procedimento didático-pedagógico. É a Lei 6.494/77, regulamentada pelo Decreto 87.497/82. Em 1985, o Ministério do Trabalho expediu uma circular, regulando as instituições para fiscalização do estágio.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB que orientou a elaboração das Diretrizes Curriculares dos cursos de graduação atribui aos estágios grande importância na formação para o trabalho, constituindo-o como um dos articuladores privilegiados da relação teoria e prática.
Paralelamente, o Ministério Público do Trabalho vem emitindo notificações recomendatórias para as Instituições de Ensino Superior e organizando em todo território nacional Audiências Públicas Preparatórias exigindo o cumprimento da Lei 6494/77 – a lei do estágio – naquilo que a elas compete: a supervisão dos estágios obrigatórios ou não-obrigatórios, garantindo-lhes o caráter pedagógico.
O estudante pode estagiar por longos períodos, desde que a jornada estabelecida não conflite com o horário escolar e não supere o máximo de 8 horas/dia. “Buscamos captar vagas disponíveis em empresas parceiras e indicamos estagiários, inserindo essas pessoas no mercado de trabalho, pois com isso ele conhece a prática, tem noções de hierarquia dentro de uma empresa, além de adquirir enriquecimento que só o dia-a-dia proporciona, como responsabilidade, ética e senso de criticidade”, enumera a supervisora de Relações Externas do Centro de Integração Empresa-Escola, Suely Moreno.
Trabalhando pelo desenvolvimento sustentável
Curso de engenharia ambiental abrirá a primeira turma de graduação da cidade, no Uniceuma, com promessa de profissionais capacitados para a preservação, correção e equalização do meio ambiente
Uma graduação surgida a partir da modernização da sociedade e dos impactos na natureza causados por ela. Assim é o curso de Engenharia Ambiental, que ascende no mercado maranhense, abrindo vagas para a primeira turma de nível superior em São Luís, a partir do próximo vestibular do Uniceuma.
Um curso com uma visão macro, voltado para as questões de ambiente urbano e industrial, a graduação terá duração mínima de quatro anos e meio, com a oferta inicial de 80 vagas. O objetivo será formar profissionais com um perfil direcionado à prevenção e/ou resolução de problemas ambientais que afetam a qualidade de vida da sociedade.
“As atividades antropológicas nos assentos humanos disseminam a degradação e contaminação da matéria em suas mais diversas formas, e, com a preocupação de evitar, reverter e equalizar os impactos no ecosssistema é que avaliamos a necessidade de tais profissionais. O curso chega em um oportuno momento, quando estamos travando importantes debates junto à sociedade, a exemplo da implantação do pólo siderúrgico”, avalia o doutor. em engenharia ambiental, Carlos Alberto Varella.
Criado segundo a Resolução nº 48/76, da portaria nº 1.693/94 do MEC, a recomendação é que tenha menor duração e com maior carga de aulas práticas. “Esse é um curso que hoje tem uma procura muito grande, pois está diretamente ligado ao desenvolvimento sustentável. Certamente uma graduação de vanguarda, que tem um mercado muito vasto, pois formará profissional com a missão de reverter os danos ambientais cometidos no passado. Já temos uma pós-graduação nessa área, e, a partir de entrevistas com esses alunos e análise de mercado, percebemos a necessidade da oferta dessa graduação”, explica o Pró-reitor de Graduação do Uniceuma, Jorge Cresus Cutrim.
O profissional
O engenheiro ambiental é possuidor de habilidades e capacitação técnico-científica para atuar na gestão ambiental de empresas, indústrias e instituições públicas e privadas. A este profissional compete o desempenho de atividades referentes à elaboração e análise de projetos ambientais, de construção de prédios, de planejamento físico, local, urbano e regional, além de conservação e restauração do patrimônio ecológico e social.
A ele compete também atuar na preservação, na recuperação e controle da qualidade da água, ar e solo; ter ciência dos limites da ação do homem em sua interação com o meio ambiente; atuar em gestão ambiental visando o desenvolvimento sustentável; além de ser capaz de adaptar-se às mudanças do mundo contemporâneo, ser agente de mudanças e agente de informação à sociedade em questões de interesse ambiental.
Dentre as habilidades que a academia desenvolve no profissional da engenharia ambiental, podem ser citadas a elaboração de estudos de impactos ambientais; a capacidade de análise de suscetibilidade e vocações naturais do meio ambiente; a proposição, implementação e monitoramento de medidas ou ações mitigadoras (ver box), entre outras.
Desta forma, este profissional deve acompanhar e planejar o uso devido dos recursos naturais, pois, a aceleração desses processos provoca efeitos adversos ao meio ambiente.
O mercado
Com a instalação de grandes empresas de extração e de transformação, assim como as de geração de energia no estado, é cada vez maior a necessidade desses profissionais, principalmente, em regiões que apresentam problemas de saturação e de conflitos de uso dos recursos naturais, a exemplo do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, do Parque Nacional do Gurupi; da Baixada Maranhense e da região de Balsas.
“Temos uma visão macro do mercado de trabalho, pois ele está aberto, necessitando de profissionais. O município de Açailândia, com todo seu desmatamento, pode ilustrar essa demanda, pois o lugar está clamando por medidas mitigadoras e reflorestamento nas áreas degradadas”, exemplifica a coordenadora do Curso do Uniceuma, Giesta Silva.
Órgãos governamentais, entidades ambientalistas, companhias de saneamento gerenciamento e implantação de processos em indústrias e projetos de reflorestamento e reciclagem são algumas opções de trabalho.
Dentro de suas competências, os profissionais poderão atuar junto a órgãos federais como Ibama, Embrapa, Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura, Agência Nacional de Águas, Eletronorte, empresas privadas e estatais locais como Alumar, CVRD, Caema, além de empresas de consultorias que elaboram planos de uso do solo, estudos de impactos ambientais, pareceres técnicos e projetos específicos na área ambiental.
Principais medidas ou ações mitigadoras:
* O controle da qualidade ambiental;
* Gestão de tratamento de resíduos sólidos, líquidos e gasosos;
* Pesquisa operacional e estudo de poluição da água, ar e solo;
* Estudo de redes de saneamento;
* Análises de riscos e impactos ambientais, além de estudos de indicadores ambientais.
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