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| Padrasto foi indiciado por tentativa de homicídio e estupro |
SÃO PAULO - A polícia indiciou por omissão nesta segunda-feira, em Ribeirão Preto, a 319 km de São Paulo, a mãe da menina Kamilly, Jaqueline Cristina Pereira, de 21 anos, pela morte da criança de um ano e nove meses. O padrasto da criança, André Fiúza Marçal, de 19 anos, está preso e foi indiciado por tentativa de homicídio e estupo. De acordo com o laudo do IML divulgado nesta segunda-feira, Kamilly foi vítima de abuso sexual no dia em que foi espancada pelo padrasto. Os exames comprovaram ainda que os sinais de agressão encontrados no corpo da criança formam um quadro classificado pelos médicos como 'Síndrome do Bebê Espancado', o que significa que ela sofria violência frequentemente. O médico-legista, Roberto Abud, informou que 35 mordidas foram encontradas no corpo dela. Segundo a delegada Maria Beatriz de Moura Campos, Jaqueline será processada por omissão, já que ela sabia que a menina era mal tratada pelo companheiro e não o denunciou. Na tarde desta segunda, a mãe da menina foi chamada para prestar mais esclarecimentos sobre o caso. Marçal está preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto. Kamilly foi espancada em casa pelo padrasto na semana passada, no bairro Ipiranga, em Ribeirão Preto. Ela sofreu duas paradas cardiorrespiratórias e foi levada para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas. De acordo com a Polícia Militar, Marçal agrediu a menina enquanto ela assistia televisão. Após o crime, ele tentou fugir para Campinas, mas foi preso. A mãe da criança afirmou que há um mês ela e a filha vinham sendo agredidas pelo companheiro. A menina foi enterrada no sábado, em Ribeirão Preto.