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Charge

Índios morrem em
tiroteio na BR-226


DOUGLAS CUNHA
DA EQUIPE DE O IMPARCIAL


Na madrugada de ontem, um grupo de índios que seriam da aldeia Barreirinhas, localizada na região do município de Genipapo dos Vieira, bloqueou a BR-226, que liga Grajaú a Barra do Corda, e assaltaram um ônibus da empresa São Geraldo, que fazia a linha Teresina-Marabá, no Pará, que conduzia 29 passageiros.
Ao entrarem no ônibus, os índios, todos encapuzados e armados de facas e espingardas, perguntaram quem era o policial que ali se encontrava, havendo então a reação de um policial militar que estava à paisana entre os passageiros, ocorrendo um tiroteio.
Na refrega, tombou morto o indígena Ornilo Serasim Guajajara e o passageiro Anacleto Alves dos Santos foi ferido com um tiro de espingarda. O índio Jonas Serasim Guajajara, também ferido no tiroteio, foi levado pelos seus companheiros morrendo horas depois em uma aldeia da reserva.
As vítimas se dirigiram à Delegacia de Polícia de Grajaú, onde comunicaram o fato, tendo o delegado Jalyson Alan Freire e seus auxiliares, iniciado as investigações.
No início da noite, com o apoio da Polícia Federal, foram presos Astrogildo Cabral Guajajara – apontado como líder do bando –, Vicente Olímpio Colombo Guajajara, Guido Pereira Guajajara, Nezinho Tomás Pereira Guajajara e Malaquias Sílio Pereira Guajajara em duas aldeias – Jurema e Sapucaia.

BANDA
A região onde aconteceu o assalto já é conhecida pela ocorrência de crimes desta natureza. Foi ali que um grupo de índios assaltou o ônibus da Banda Calypso, apropriando-se de objetos pessoais dos músicos, assim como instrumentos musicais e valores.
Na ocasião, a polícia investigou a acabou prendendo alguns culpados que foram indiciados e tiveram suas prisões decretadas pela justiça, fato que fez com que passasse algum tempo sem o registro de assaltos na região.
O delegado Jalyson Freire disse que as investigações terão continuidade e que os culpados serão responsabilizados e processados na forma da lei. O passageiro ferido foi atendido no hospital de Grajaú, não sendo grave o seu estado.


Mototaxista morre
dentro de motel


MIEKO WADA
DA EQUIPE DE O IMPARCIAL


O mototaxista Whallas Sebastião de Carvalho Penha, 30, foi encontrado morto no final da manhã de ontem, na Pousada Universidade do Amor, situada na rua Projetada, nº80, Coroado. Junto ao corpo, que estava sozinho em um quarto, foram encontrados uma garrafa de vinho, dois capacetes e uma substância suspeita de ser merla ou cocaína.
Morador da travessa Militar, nº3, Cruzeiro do Anil, o mototaxista entrou na pousada aproximadamente às 4h45, em sua moto de placas HPR-4726. Por conta das condições apresentadas pelo corpo, há suspeitas de ataque cardíaco.
“Aparentemente trata-se de um ataque cardíaco, pois o corpo estava todo roxo. Foi feita a perícia no local e o corpo encaminhado ao Instituto Médico Legal, para que seja feita necropsia”, informou o delegado titular do 2º Distrito Policial (João Paulo), Sebastião Cabral. As investigações continuaram sendo feitas pelo 2º DP.


Comunidade abalada
após execução


SUZANA BECKMAN
ESPECIAL PARA O IMPARCIAL


O vigia José Ribamar Pedra Ferreira, 44, estava em sua residência no Sítio do Físico no final da tarde de quinta-feira, 11, quando ouviu dois disparos. Tratava-se da execução do adolescente Lindolfo Sales Machado, 16, morador da Vila dos Frades. Além do batalhão de Polícia Ambiental, Ribamar é o único responsável pela segurança dos 120 hectares de terra do Sítio do Físico, e das cerca de dez famílias que lá residem.
Segundo informações da Polícia Ambiental e do próprio Ribamar, ocorrências desse tipo não são comuns no Sítio do Físico nem na reserva do Batatã, que fica próxima. Mesmo assim, o vigia Ribamar chegou mesmo a trocar tiros com marginais que invadiram a área.
Entretanto, o bairro do Coroadinho, principal porta de entrada para o local, possui quatro postos policiais e é considerado relativamente pacato pelos moradores. “Aqui não é o lugar mais seguro do mundo, mas também não é tão perigoso assim”, disse Edmar Ferreira Mendonça, dono de um comércio local. Vigia e policiais afirmam que o local não é freqüentado só por pessoas em busca de natureza, mas também por marginais. “O problema é que essa área é cercada por favelas e bairros de periferia. Muitos atravessam de canoa ou a nado para cá, e fogem do mesmo jeito”, explicou Ribamar, que mora há dez anos no local.
Dentro da reserva, porém, a segurança é a da Polícia Ambiental. Ela, que deveria ser responsável apenas por impedir a depredação do patrimônio, termina aumentando as suas atribuições. “Nós conhecemos toda a área e às vezes temos que fazer o policiamento normal também, em busca de maus elementos,”, explicou o capitão Marcos Túlio Martins de Sá, que comanda o posto da Polícia Ambiental na região.

COMOÇÃO
Na casa de Lindolfo, o adolescente morto no açude, era grande a comoção dos vizinhos e familiares. “Ele era uma boa pessoa, nunca fez mal a ninguém. Era evangélico, nunca foi de gangue, e foi morto por uma”, lamentou Rosiane Marques Coelho, 24, vizinha da vítima.
Ainda assim, o local é destino de muitos turistas e habitantes da cidade. “Meu irmão ia quase todos os dias banhar no açude. Tem gente que vai no final de semana, não costumava ser perigoso”, contou Nilo Sales Machado, irmão de Lindolfo. Para as pessoas interessadas em conhecer o parque, a Polícia Ambiental afirma disponibilizar acompanhamento policial. Ela também realiza várias patrulhas no local durante o dia.

Polícia caça matadores do adolescente Lindolfo Alves
Agentes da 10ª Delegacia Distrital (Bom Jesus) continuam investigando para identificar os homens do grupo que matou, a tiros, o adolescente Lindolfo Sales Machado, 16, morador da Vila dos Frades. O crime aconteceu no final da tarde de quinta-feira, quando Lindolfo se encontrava em uma açude na área da reserva florestal do Sítio do Físico, na companhia de outros dois adolescentes.
Um grupo formado por cerca de 14 jovens ali chegou e passou a investigar os três adolescentes, perguntado-lhes onde moravam e quando Lindolfo disse que residia na área conhecida como Terra Preta, na Vila dos Frades, foi alvejado com dois tiros no peito, morrendo em seguida. Os dois jovens que o acompanhavam conseguiram escapar correndo e os agressores também evadiram-se.
A polícia já tem informações de que o grupo agressor pode ser formado por membros da GP (Gangue da Primavera) e que tanto a vítima, Lindolfo Sales Machado, como os dois adolescentes que o acompanhavam, nunca tiveram qualquer participação com a Gangue da Vila dos Frades, como foi aventado pelos policiais que acorreram ao local do crime e que suspeitavam tratar-se de mais um dos muitos casos de confrontos de gangues, que constantemente se verificam no eixo Coroadinho-Bom Jesus.Lindolfo e seus colegas não participavam de gangues. (DC)


Detento é baleado ao
tentar fugir de presídio


Um detento da Penitenciária São Luís foi baleado quando tentava escalar o muro para escapar do presídio. O seu estado não inspira maiores cuidados, visto que foi alvejado em um dos membros inferiores, sem maior gravidade. A vítima foi o apenado Moisés Pereira da Cruz, que se encontrava recolhido a uma das celas do bloco C, da penitenciária São Luís, de segurança máxima.
Ele serrou um dos barrotes da cela e saiu para o pátio interno, mas quando tentava escalar o muro foi notado por policiais militares encarregados da vigilância, e foi baleado na perna. Outros dois detentos que estavam na mesma cela, não saíram, preferindo continuar presos.
Moisés da Cruz foi socorrido pelos plantonistas do presídio e medicado no Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão 2) e recolhido novamente ao presídio. (DC)


Casal suspeito de tráfico
detido com 300g de merla


Agentes da Delegacia de Entorpecentes conseguiram prender em sua residência o traficante Creso Nava Pereira, 28, e sua mulher Wanessa de Matos, 27. Com o casal a polícia apreendeu 300 gramas de “merla” (cocaína). Conforme a polícia, no dia 17 de dezembro passado, Creso Nava foi preso por policiais militares, também na sua casa e também portando certa quantidade de droga, mas permaneceu preso somente por dez dias e foi posto em liberdade, embora tivesse sido autuado em flagrante. Agora voltou a ser preso pelo mesmo crime e novamente autuado em flagrante. Agentes da Entorpecentes disseram que haviam recebido infomações de que Creso Nava havia recebido um quilo de “merla” no dia anterior, mas apreenderam somente 300 gramas, em virtude dele já ter distribuído parte da droga para outros traficantes que estão a seu serviço. (DC)


Vagão de trem da Vale
pega fogo em viagem


DA REDAÇÃO

Mais de 1.100 passageiros que viajavam ontem em um trem da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) viveram momentos de pânico. O vagão-lanchonete do trem, que saiu às 6h horas da manhã de Parauapebas, no Pará, com destino a São Luís, pegou fogo por volta das 9h, a 17 quilômetros depois da estação de Marabá, na Estrada de Ferro Carajás (EFC). A causa do incêndio ainda é desconhecida. O trem é composto de 23 vagões – 19 de passageiros, um bagageiro, um para o gerador e dois lanchonete.
O Corpo de Bombeiros de Marabá foi acionado e conseguiu controlar o fogo em poucos minutos. A assessoria de comunicação da CVRD em São Luís informou que ninguém ficou ferido. O vagão onde o incêndio teve origem foi retirado para que o trem seguisse viagem. A previsão era de que o trem chegasse à capital maranhense na madrugada de ontem.
No entanto, este não foi o acidente mais grave registrado este ano na EFC. Até o final do primeiro semestre, 35 pessoas haviam morrido ao longo dos 905 km da ferrovia. Na época isso significou uma vítima fatal a cada 28 dias. No entanto, a média é bem mais baixa do que registrado em outras ferrovias brasileiras, como a Ferrovia Centro Atlântica (FCA) que era parte da antiga malha ferroviária da Rede Ferroviária Federal S.A. (Reffsa) e que hoje é administrada pela própria CVRD.

PASSAGEIROS
O trem que circula na EFC transporta anualmente cerca de 340 mil passageiros e é um dos poucos que ainda transporta passageiros no país. A composição divide a linha singela da ferrovia com trens que transportam cargas como minério de ferro, cobre, manganês, combustíveis e soja. Por isso o trem segue no sentido São Luís-Parauapebas ás terças, quintas e sábados e no sentido inversos ás segundas, quartas e sextas.


Polícia detém segundo
suspeito de assaltos


Na manhã de ontem, policiais de Peritoró conseguiram prender o segundo assaltante que estava no matagal desde o dia anterior, quando aconteceu um tiroteio com a polícia, resultando na morte de um bandido identificado como Cícero Correia da Silva. O preso foi identificado como Adenilson Reis dos Santos, 23, natural de Aracaju, mas que atualmente residia em São Paulo. Ele foi alvejado de raspão durante o tiroteio e estava com um leve ferimento.
Com Adenilson a polícia apreendeu um revólver calibre 38 e 10 balas intactas. Ele confessou que, na companhia de Cícero e de outros dois homens que disse não conhecer, iriam assaltar a agência da Empresa de Correios em uma das cidades próximas de Peritoró. Adenilson confirmou que veio ao Maranhão em companhia de Cícero, a quem conheceu em São Paulo e que tinha parentes residentes na região de Peritoró.
Tudo teve início quando Cícero e Adenilson solicitaram uma corrida a um taxista no Terminal Rodoviário de Peritoró, para os levar ao povoado Independência. No trajeto, o motorista desconfiou dos passageiros e já em Independência, disse que iria dar um recado e escondeu-se em uma casa, de onde solicitou ajuda para a polícia.
O delegado João Batista Matos e dois soldados da Polícia Militar, foram ao local indicado, mas ao se aproximarem, foram recebidos a bala pela dupla, dando origem a um tiroteio. Na refrega morreu Cícero e Adenilson homiziou-se no matagal de onde saiu na manhã de ontem, acreditando que a polícia havia saído do local, e foi preso. Ele confessou a pretensão de praticar o assalto com seu bando e que o taxista seria mantido refém para levar a quadrilha ao local do assalto e também dar fuga. Adenilson deverá ser transferido para São Luís para ser interrogado pelas autoridades da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). A polícia já confirmou que Cícero Correia da Silva respondia a processos na Justiça do Estado de São Paulo. (DC)

 
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