Marcos Nogueira - 15/12/2006
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Diplomação de Jackson
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, desembargador Jorge Rachid, começou seu discurso na diplomação dos candidatos eleitos em 2006 com uma citação clássica: “Todo o poder emana do povo e em seu nome é exercido”. Rachid estava calmo, ostentava aquele ar típico de quem trabalhou muito nas eleições e demonstrava um sentimento de dever cumprido.
Surpresa geral
Embora tenha sido um gesto educado da parte da deputada estadual eleita pelo PDT, houve certo suspense no auditório do TRE ontem quando Maura Jorge cumprimentou todos os presentes na mesa. A deputada de Lago da Pedra cumprimentou o governador eleito Jackson Lago sem pestanejar. Jackson retribuiu o cumprimento de maneira formal.
Não compareceram
Coincidência ou não, três pesos pesados da coligação que apoiou Roseana Sarney Murad não compareceram ontem à cerimônia de diplomação e enviaram representantes. O irmão da senadora, deputado federal Sarney Filho, do PV, foi representado pelo prefeito de Pinheiro, Filuca Mendes; o cunhado Ricardo Murad, eleito deputado estadual pelo PMDB, foi representado pela filha Tatiana, esposa do prefeito de Alto Alegre; e o mais novo aliado do grupo Sarney, Epitácio Cafeteira, enviou a filha Janaína para receber o seu segundo diploma de senador da República.
Momento de emoção
No início da solenidade, quando foi cantado o hino nacional, todos ficaram de pé. Estavam visivelmente emocionados durante o hino o próprio governador eleito, seu irmão deputado federal Wagner Lago e o deputado federal eleito Julião Amin, todos do PDT.
Faltas registradas
Também não puderam comparecer à cerimônia de diplomação e enviaram representantes os seguintes deputados eleitos: federais Pedro Novais (PMDB) e Pedro Fernandes (PTB) e os estaduais Hélio Soares (PP), Soliney Silva (PSDB) e Carlos Braide (PDT). Os senadores Edison Lobão (PFL) e Roseana Sarney Murad (ex-PFL e hoje no PMDB), além do senador que se despede do cargo, João Alberto de Sousa (PMDB), também não compareceram ao TRE.
Flávio Dino 1
Segundo o deputado federal eleito pelo PC do B do Maranhão, o ex-juiz federal Flávio Dino, dois motivos foram fundamentais no STF para a queda da clausula de barreira: a tese de que pela Constituição em vigor no país não podem existir dois tipos de parlamentares federais com direitos diferenciados no exercício do mandato; e o princípio da igualdade de chances onde as normas restritivas não podem ser tão rigorosas que impeça que o partido minoritário de hoje seja majoritário amanhã. Tem sentido!
Flávio Dino 2
Para o deputado eleito do PC do B o aluguel de pequenas legendas como existe de fato no Brasil hoje só deixará de existir com a obrigatoriedade de duas normas essenciais na votação da reforma política no Brasil: a fidelidade partidária, que quando quebrada deverá ser punida com a expulsão do partido e a cassação do mandato do parlamentar que a infringir; e o prazo mínimo de três anos de filiação partidária para o militante poder se candidatar a algum cargo eletivo. A regra da fidelidade partidária só poderá valer quando o partido se reunir e deliberar uma posição que não seja contrária ao programa e ao estatuto do partido.
Unidade partidária
O deputado federal eleito Julião Amin advoga uma tese muito interessante. Para ele, o governo de Jackson Lago terá mais sucesso quanto maior for a unidade do PDT, partido do qual Jackson é fundador. Embora admita a existência de alas diferentes no PDT do Maranhão, Julião entende que a sigla brizolista maranhense tem que dar o exemplo para todos os outros partidos que estão apoiando o governo da Frente de Libertação do Maranhão. Com o PDT unido em torno de Jackson, o governador eleito terá mais força e condições de administrar bem o Estado. Com o PDT unido, os demais partidos que apóiam Jackson terão melhores condições de atuar no governo a partir de janeiro próximo. |